segunda-feira, 22 de junho de 2009

A PERGUNTA É: ”Você gostaria de uma copo de água ou um copo de Coca-Cola?


ÁGUA – Um copo de água corta a sensação de fome durante a noite para quase 100% das pessoas em regime. É o que mostra um estudo na Universidade de Washington. Falta de água é o fator nº. 1 da causa de fadiga durante o dia. Estudos preliminares indicam que de 8 a 10 copos de água por dia poderiam aliviar significativamente as dores nas costas e nas juntas em 80% das pessoas que sofrem desses males. Uma mera redução de 2% da água no corpo humano pode provocar incoerência na memória de curto prazo, problemas com matemática e dificuldade em focalizar um écran de computador ou uma página impressa. Beber 5 copos de água por dia diminui o risco de câncer no cólon em 45%, pode diminuir o risco de câncer de mama em 79% e em 50% a probabilidade de se desenvolver um câncer na bexiga. Você está bebendo a quantidade de água que deveria, todos os dias?



COCA-COLA – Em muitos estados nos EUA as patrulhas rodoviárias carregam dois galões de Coca-Cola no porta-bagagens para serem usados na remoção de sangue na estrada depois de um acidente. Se você puser um osso numa tigela com Coca-Cola ele se dissolverá em dois dias. Para limpar casas de banho: despeje uma lata de Coca-Cola dentro do vaso e deixe a “coisa” por uma hora e então dê descarga. O ácido cítrico na Coca-Cola remove manchas na louça. Para remover pontos de ferrugem dos pára-choques cromados de automóveis esfregue o pára-choques com um chumaço de papel de alumínio(usado para embrulhar alimentos) molhado com Coca-Cola. Para limpar corrosão dos terminais de baterias de automóveis despeje uma lata de Coca-Cola sobre os terminais e deixe efervescer sobre o corrosão. Para soltar um parafuso emperrado por corrosão aplique um pano encharcado com Coca-Cola sobre o parafuso enferrujado por vários minutos.

Para remover manchas de graxa das roupas despeje uma lata de Coca-Cola dentro da maquina com as roupas com graxa, adicione detergente. A Coca-Cola ajudará a remover as manchas de graxa. A Coca-Cola também ajuda a limpar o embaçamento do pára-brisa do seu carro.

Para sua informação:

O ingrediente ativo na Coca-Cola é o ácido fosfórico. Seu PH é 2,8. Ele dissolve uma unha em cerca de quatro dias. Ácido fosfórico também rouba cálcio dos ossos e é o maior contribuinte para o amento da osteoporose. Há alguns anos, fizeram uma pesquisa na Alemanha para detectar o poder do aparecimento de osteoporose em crianças a partir de 10 anos(pré-adolescentes). Resultado: Excesso de Coca-Cola, por falta de orientação dos pais. Para transportar o xarope de Coca-Cola, os caminhões comerciais são identificados com a placa de Material Perigoso que reservado para o transporte de materiais altamente corrosivos. Os distribuidores de Coca-Cola têm usado a Coca para limpar os motores de seus caminhões há pelo menos 20 anos. Mais um detalhe: A Coca-Cola Light tem sido considerada cada vez mais pelos médicos e pesquisadores como uma bomba de efeito retardado, por causa da combinação Coca + Aspartame, suspeito de causar lúpus e doenças degenerativas do sistema nervoso.

Consumir água pode diminuir risco de sobrepeso e obesidade infantil Fonte: Folha de S. Paulo


Em pesquisa, crianças que beberam mais água tiveram 31% menos chance de ter excesso de peso.

Beber água pode ajudar a prevenir o sobrepeso e a obesidade em crianças. Uma pesquisa realizada pelas universidades de Dortmund e de Witten-Herdecke, na Alemanha, e de Londres, no Reino Unido, concluiu que o aumento do consumo de água em escolas diminuiu o risco de excesso de peso.

O estudo foi conduzido em grupos escolares de áreas pobres dos dois países, onde o risco de obesidade é maior, e envolveu 32 grupos escolares de nível elementar, somando 2.950 crianças.

Para promover o consumo, bebedouros foram instalados nas escolas e os professores deram aulas sobre os benefícios da bebida para o organismo. As crianças foram incentivadas com recompensas e brindes como garrafas dágua.

Embora não tenha havido redução no consumo de refrigerantes, os alunos das 17 escolas que receberam a intervenção beberam cerca de um copo a mais de água diariamente.

Os resultados mostraram que, em um ano, houve queda de 31% no risco de excesso de peso nesse grupo, mas não houve redução no IMC (índice de massa corporal). As crianças que não participaram da campanha tiveram um leve aumento no peso no mesmo período.

"A água é fundamental para o funcionamento de todo o metabolismo", afirma João César Castro Soares, endocrinologista e nutrólogo da Unifesp. Para metabolizar 1 g de gordura, são usados 15 ml de água. Quando o processo de queima de gordura funciona melhor, sua eliminação do organismo também fica mais fácil.

Ingerir água reduz a retenção de líquidos, o que influencia na diminuição do peso. Por outro lado, bebidas artificiais como refrigerantes contêm mais sais e açúcares que nosso corpo e por isso, dão mais sede.

Beber água também causa uma sensação de saciedade que pode inibir por algum tempo a compulsão alimentar. "Um copo de 200 ml dá um volume considerável no estômago de uma criança em idade escolar", explica Castro.

"O trabalho reforça o conceito de que estimular hábitos de vida saudáveis com a ingestão adequada de água é eficiente para prevenir o aumento de peso", diz Mauro Fisberg, pediatra especialista em nutrição na infância e na adolescência.

A má alimentação infantil contribui para o aparecimento de doenças crônicas como diabetes, artrose e gastrite. Segundo o Ministério da Saúde, 13% dos brasileiros são obesos e 43,3% estão acima do peso.

Conheça as terapias de combate a obesidade Fonte: Scientific American Brasil


À medida que os mecanismos que dão origem à obesidade se tornam mais claros também ficam mais evidentes os motivos pelos quais a perda da gordura corporal e a manutenção dessa perda somente por mudanças comportamentais podem ser difíceis para muitas pessoas. As terapias são apenas modestamente efetivas, e o desenvolvimento de novos medicamentos seguros para uso prolongado tem sido difícil porque os sistemas de regulação energética estão entrelaçados com outros processos vitais no corpo e no cérebro, criando risco de efeitos colaterais sérios. As abordagens terapêuticas atualmente em desenvolvimento tentam escolher como alvos mais precisos as moléculas e os mecanismos que controlam a quantidade de energia que o corpo assimila na forma de alimento ou a quantidade que ele armazena e queima.
TERAPIAS EXISTENTES

Sibutramina
- Eleva a disponibilidade de serotonina e noradrenalina, substâncias cerebrais que afetam o apetite, bem como o humor e outras funções

Rimonabant
- Suprime a atividade dos receptores CB1, que estimulam o apetite e estão envolvidos no processamento celular da gordura. (Não aprovado nos EUA)

Cirurgia Bariátrica
- Reduz e/ou faz um desvio da bolsa gástrica e parte do intestino para reduzir a quantidade de alimento assimilado e digerido. Reduz o apetite por alterar as respostas hormonais do intestino ao alimento

Orlistat
- Bloqueia a absorção de gordura no intestino e diminui a ingestão de calorias


AS NOVAS ABORDAGENS

Em relação ao apetite
- Bloquear a atividade dos neuropeptídios estimuladores do apetite mch ou npy, ou da grelina;
- Estimular a atividade supressora do apetite dos receptores MC4 ou subtipos de receptor da serotonina;
- Inibir as proteínas neurais SOCS3 e PTP1B para neutralizar a resistência à leptina.

Em relação ao armazenaneto de energia
- Reduzir a ingestão de energia por células adiposas e a fabricação de triglicérides pela inibição da enzima 11bHSD1

Em relação ao uso da energia armazenada
- Aumentar a velocidade de liberação de triglicérides no sangue como combustível , estimulando os receptores PPAR e beta3-adrenérgicos nos tecidos;
- Aumentar a proteína FGF21, que faz as células hepáticas queimarem gordura.

por Jeffrey S. Flier e Eleftheria Maratos-Flier

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Pesquisa em academias revela o problema dos anabolizantes Fonte: Diário da Saúde


Vaidade apressada

A questão estética, especialmente o imediatismo na obtenção do corpo desejado, é a principal motivação alegada por quem usa ou já usou anabolizantes - substâncias sintéticas relacionadas aos hormônios masculinos que produzem o aumento da massa muscular e cujo consumo não terapêutico pode provocar uma série de prejuízos à saúde.

A conclusão é de pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) que publicaram um artigo no periódico Cadernos de Saúde Pública, editado pela Fiocruz.

A equipe saiu a campo, matriculou-se em academias de ginástica, conheceu as rotinas desses estabelecimentos, observou a dinâmica das interações sociais e, por fim, entrevistou 43 frequentadores que já haviam utilizado anabolizantes.

Corpo ideal

Os relatos apontam para o uso dos anabolizantes por causa do desejo de atingir rapidamente "o corpo ideal", com massa muscular aumentada e definida, isto é, um corpo adequado aos padrões valorizados na sociedade e disseminados pela mídia.

Definir a musculatura e erradicar a gordura, considerada a grande vilã no caminho do corpo perfeito, foram objetivos frequentemente citados pelos entrevistados, que tinham entre 18 e 35 anos.

A pesquisa foi feita em três academias: uma localizada em um bairro de classe média de Salvador e duas em bairros populares da capital baiana. A preocupação com a estética foi a principal razão que levou os participantes a praticarem musculação, tanto no bairro de classe média quanto nos populares.

Ícone cultural

"É interessante notar a transformação nos signos do corpo musculoso, que no passado, além de se associar ao poder masculino, denotava também o trabalho manual e a condição proletária.

Na contemporaneidade, entretanto, o músculo perde esta última conotação e se torna ícone cultural altamente valorizado, simbolizando vigor, saúde e sucesso", diz o artigo, assinado pelos pesquisadores Jorge Alberto Bernstein Iriart, José Carlos Chaves e Roberto Ghignone de Orleans, do Instituto de Saúde Coletiva da UFBA.

Forma de uso dos anabolizantes

Embora o desejo de ter um corpo musculoso fosse comum, a forma de utilizar os anabolizantes variou entre as academias. Na academia de um bairro popular, os pesquisadores observaram o uso explícito: os praticantes conversavam e até faziam brincadeiras sobre os anabolizantes e aplicavam as injeções uns nos outros antes de iniciarem a musculação; além disso, na lixeira do banheiro, foi possível encontrar grande quantidade de seringas e agulhas descartáveis, utilizadas nas aplicações. Já os entrevistados do bairro de classe média buscavam ocultar o uso dos anabolizantes: eram reservados nas conversas sobre o assunto e não faziam as aplicações no espaço da academia.

Outra diferença diz respeito ao tipo de anabolizante utilizado. Nas academias dos bairros populares, prevaleceram as substâncias com preços mais acessíveis e chamou a atenção dos pesquisadores o grande consumo até de produtos veterinários. Já os frequentadores da academia de classe média utilizavam anabolizantes mais caros, inclusive importados. Diferenças à parte, os praticantes de musculação das três academias estudadas almejavam "o corpo ideal" e demonstravam frustração quando se percebiam distantes do padrão idealizado.

Pertencimento

O medo de serem desvalorizados pelos colegas ou de não despertarem a atração no sexo oposto também pressionava os entrevistados a se enquadrarem no padrão do corpo musculoso. "Para os jovens, o pertencimento ao grupo de amigos é uma faceta fundamental de sua identidade e vários usuários entrevistados relataram o incentivo de amigos, namorados(as) e colegas de academia como um fator que favoreceu o uso de anabolizantes", dizem os pesquisadores no artigo.

Paradoxo da saúde

A equipe da UFBA também detectou um paradoxo nos relatos dos entrevistados. Embora já tivessem usado anabolizantes - substâncias que, reconhecidamente, podem trazer danos ao organismo -, eles destacavam os benefícios à saúde proporcionados pela prática da musculação.

Incomodados com o envelhecimento, viam na musculação a possibilidade de envelhecer com saúde e realizar o desejo de se manter sempre jovem. "É interessante notar que a preocupação com a saúde, manifesta na justificativa para a prática da musculação, não impede o uso de anabolizantes. Contribui para esse fato a representação de que manter o corpo "em forma" torna-se cada vez mais equivalente a ter um corpo saudável", explicam os pesquisadores.

Corpo musculoso e corpo saudável

O problema é que um corpo musculoso não necessariamente é um corpo saudável. E mais: se a musculatura definida foi conseguida à custa de anabolizantes, dificilmente esse corpo gozará de boa saúde.

O consumo abusivo dessas substâncias para fins estéticos pode trazer consequências negativas para o sistema reprodutivo e a pele, aumentar o risco cardiovascular, alterar a estrutura e a função do fígado, provocar desordens psiquiátricas e, no caso de injeções com seringas e agulhas reaproveitadas, há ainda o risco de transmissão de doenças como Aids e hepatite C.

Por isso, os anabolizantes são considerados hoje um crescente problema de saúde pública. No Brasil, o uso de anabolizantes ainda é pouco estudado. Porém, pesquisas realizadas em academias de musculação em São Paulo, Porto Alegre e Goiânia já revelaram altas prevalências de consumo: 19%, 11% e 9%, respectivamente.

Ganhos fisiológicos com a corrida


Fonte: O2 por minutoDescubra os benefícios da corrida e o que muda no corpo de quem pratica esta atividade
Não é novidade para ninguém que a prática regular de exercícios físicos traz inúmeros benefícios à saúde e melhora a qualidade de vida. Com a corrida não é diferente, e cerca de 25 ganhos fisiológicos são gerados graças à realização frequente desta atividade.

“Se a prática da corrida for regrada, traz grandes benefícios para a saúde e ajuda as pessoas a diminuírem o risco de doenças”, afirma o mestre em fisiologia do exercício Paulo Correia, que é fisiologista da Unifesp.

Os lucros
Entre os principais benefícios gerados com a corrida destacam-se o aumento do débito cardíaco máximo, diminuição da frenquencia cardíaca de repouso, melhora da circulação coronariana e o auxílio a prevenção do acidente vascular cerebral, da hipertensão arterial e da doença coronária.

Correr também favorece o aumento da massa muscular, fortalece os tendões, ligamentos e articulações, auxilia o combate à osteoporose e o controle do peso corporal, do colesterol, do estresse, da ansiedade e da depressão. Além disso, observa-se também o estímulo ao fim de hábitos nocivos, como o uso de álcool e cigarros.

“Quem pratica a corrida com o intuito de ter uma vida mais saudável precisa fugir dos hábitos inadequados, como beber e fumar, e deve comer mais frutas e manter uma boa alimentação”, orienta Correia.

Quanto correr?
Para que haja ganhos, é preciso correr uma distância ou tempo suficiente para se estimular as adaptações fisiológicas, mas sem exagerar a ponto de ocasionar lesões. De acordo com o fisiologista Sérgio Oliveira, uma hora de exercícios diários seria o ideal para se alcançar os benefícios.

“Trinta minutos é um tempo bom, mas o ideal é uma hora. Porém, quem é iniciante deve respeitar seus limites, intercalar a caminhada com a corrida e evoluir aos poucos”, diz Oliveira. “Alternar com exercícios de força e flexibilidade também é uma ótima opção para quem não pode correr todos os dias”, completa o fisiologista.

Já Paulo Correia alerta para a importância de também trabalhar com o controle dos batimentos cardíacos. “Quando uma pessoa corre dentro da faixa de 60% a 80% da frequência cardíaca máxima, ela obtém todos os benefícios para o corpo de forma segura e eficiente”, explica. “Um iniciante, apenas com a caminhada vai conseguir chegar a estes batimentos, mas, com o tempo ele precisará correr em um ritmo cada vez mais forte para alcançá-lo”, completa Correia, que afirma que o descanso também é um fator muito importante para se obter os benefícios fisiológicos da corrida.

“Descanso é dormir, e não ficar sentado vendo televisão. Depois de um treino, a condição física piora, a imunidade diminui e os músculos sofrem pequenas lesões. Quando dormimos, ocorre a recuperação de todo o organismo”, afirma.

Por Cesar Candido dos Santos

Exercícios indicados para vários problemas de saúde


Fonte: Folha de S. Paulo
Embora o exercício não seja remédio, bem direcionado ele faz parte do tratamento.
Pratique uma atividade física. Na saúde e na doença. "Fazer exercícios, em geral, não é contraindicado no caso de doenças. Pelo contrário: os estudos apontam que a qualidade de vida e os parâmetros dos distúrbios melhoram", diz Benjamin Apter, ortopedista do Departamento de Geriatria da USP (Universidade de São Paulo).

Mas a regra não é tão clara. Enquanto alguns exercícios podem ser ruins para certas doenças, outros beneficiam o paciente. Embora o exercício não seja remédio, bem direcionado ele faz parte do tratamento.

"A atividade física regular deve estar incluída no cuidado de doenças de homens e mulheres de todas as idades", diz Cesar Jardim, supervisor do check-up do HCor (Hospital do Coração), em São Paulo.

Para isso, além das condições individuais, deve-se avaliar o estado do distúrbio e as variáveis de cada atividade física. Em certos casos de artrose ou lombalgia, por exemplo, o risco de lesão pode superar o benefício genérico de combater o sedentarismo, também considerado doença pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Já se a ideia é controlar a osteoporose, atividades sem impacto são benéficas para várias questões, mas não contribuem para a densidade óssea.

ASMA

Inflamação crônica das vias respiratórias, a asma geralmente é uma resposta alérgica a determinados estímulos. A inflamação dificulta a passagem de ar nos pulmões, diminuindo a capacidade pulmonar e encurtando os músculos envolvidos na respiração.

O exercício não atua especificamente na inflamação ou na alergia, mas fortalece os músculos respiratórios e reeduca a respiração. O fortalecimento da musculatura respiratória promovido pela natação aumenta a capacidade de reagir às crises asmáticas. Para nadar, também é necessário respirar da forma correta, o que aumenta a capacidade de oxigenação dos pulmões.

O meio úmido também é indicado: Realizar exercícios quando o ar está muito seco pode induzir a crise [de asma].

Natação

PRECAUÇÕES
Evitar locais com pouca ventilação, onde a concentração de gases produzidos pelo cloro pode desencadear alergias respiratórias. A intensidade do exercício deve ser controlada para diminuir o risco de broncoespasmo (contração reversível da musculatura dos brônquios) induzido por exercício. Não realizar a atividade durante inflamação aguda das vias respiratórias

MODO DE USAR
Como em outras atividades aeróbicas, o iniciante deve começar com um treinamento de baixa intensidade e ir aumentando progressivamente essa intensidade de acordo com o aumento da capacidade cardiorrespiratória. Os exercícios específicos de respiração (como treinar a expiração debaixo dágua) são essenciais, mas não devem ser feitos seguidamente por períodos longos

OPÇÕES DE ATIVIDADES
Corrida, que também aumenta a capacidade pulmonar; ioga, com ênfase nos exercícios respiratórios, que reeducam a respiração

ARTROSE

O processo degenerativo de desgaste da cartilagem da artrose está relacionado principalmente ao envelhecimento, a problemas congênitos ou a traumatismos e sobrecarga nas articulações.

Essa degeneração do tecido provoca dor, limitação de movimentos e, em estágio avançado, deformação do osso, e afeta especialmente articulações como os joelhos.

A atividade física adequada, embora não atue nas causas hereditárias ou evite a ação do envelhecimento, pode reduzir danos e adiar a progressão da doença, além de evitar a sobrecarga articular.

Todos os estudos mais recentes apontam para o fortalecimento muscular, que estabiliza as articulações. É importante que a atividade não cause impacto nem sobrecarga na articulação. Dependendo do grau de acometimento das articulações afetadas, iniciamos [o programa de exercícios] com isométricos [contração do músculo sem movimento da articulação] suaves e intervalados, para depois introduzir os exercícios isotônicos, com carga adequada", diz.

Musculação em aparelhos

PRECAUÇÕES
A atividade não deve buscar a hipertrofia (aumento da massa muscular), mas sim a tonificação dos músculos. Mesmo com cargas baixas, a repetição frequente do movimento pode causar adaptações musculoesqueléticas indesejáveis se a execução não for feita de forma correta, por isso é preciso orientação e supervisão individualizada de um profissional capacitado

MODO DE USAR
Os aparelhos de musculação devem estar perfeitamente ajustados a condições individuais como altura, peso e limites de flexibilidade e força de quem vai utilizá-los. As cargas começam baixas e chegam até o limite chamado submáximo (70% da capacidade máxima de força do indivíduo). São feitos intervalos de um a dois minutos entre cada série

OPÇÃO DE ATIVIDADE
Ciclismo em terreno plano com regulagem adequada do selim (mais elevado e um pouco mais para a frente), de forma a não forçar a articulação do joelho e causar dor.

CÂNCER

O tratamento quimioterápico para o câncer diminui as massas muscular e óssea e a capacidade cardiorrespiratória, entre outros efeitos. Ao minimizar essa perda, a atividade física contribui para o aumento da qualidade de vida do paciente oncológico. Por causa das limitações causadas pela doença e pelo tratamento, só deve ser feita com um orientador que esteja em contato com o médico responsável.

Segundo educadores físicos especializados, o ideal é um programa que alterne o trabalho de força, o de flexibilidade e o aeróbico em baixa intensidade. A atividade em grupo é indicada, pois oferece apoio social ao paciente, mas esse deve ser pequeno, para que sejam observados os limites individuais. O grupo e o treinador são importantes para estimular a atividade física em quadros de fadiga (efeito comum do tratamento), garantindo a aderência ao programa de exercícios.

Aeróbica
+ musculação
+alongamento

PRECAUÇÕES
O treinador, o paciente e o médico devem ficar sempre em contato, trocando informações para garantir a segurança e a eficácia da atividade. É preciso levar em conta a fadiga causada pelo tratamento para adequar o tempo de execução de cada atividade. Em caso de lesões cirúrgicas, é preciso limitar o trabalho na região afetada.

Em todos os casos, a carga usada no trabalho muscular deve ser baixa, para evitar lesões musculares ou articulares em tecidos enfraquecidos pelo tratamento. O impacto também deve ser minimizado. Pacientes em tratamento quimioterápico devem fazer o controle constante do nível de hemoglobina no sangue -se estiver muito baixo, a atividade deve ser suspensa

MODO DE USAR
As atividades aeróbicas, de musculação e flexibilidade são alternadas, na mesma aula, por períodos curtos (entre 15 e 20 minutos cada). O trabalho aeróbico é introduzido aos poucos: no início, é preciso ganhar massa muscular e óssea para poder realizá-lo. É feito em equipamentos como esteira, bicicleta ergométrica ou aparelhos elípticos (como o "transfer"), que reproduzem os movimentos da caminhada sem o impacto da pisada.

OPÇÕES DE ATIVIDADE
Caminhada ou bicicleta ergométrica, com acompanhamento de treinador capacitado e em contato com o médico.

LOMBALGIAS

A lombalgia não é uma doença, mas um sintoma: é a dor na região inferior da coluna, que pode ter como causa de desvios posturais a hérnias de disco. Dependendo da causa da lombalgia, pode ser necessária a intervenção cirúrgica.

A atividade física proporciona um equilíbrio musculoesquelético que diminui a pressão sobre a coluna lombar. É preciso criar uma força que possibilite distribuir o peso do tronco e da cabeça e reagir à ação de gravidade sem sobrecarregar a parte de baixo do corpo.

Fortalecer os músculos estabilizadores da coluna é a melhor forma de garantir esse equilíbrio postural.

Pilates

PRECAUÇÕES
As causas das dores na região lombar devem ser investigadas previamente, para que o programa de exercícios seja montado de acordo com as necessidades e limitações de cada pessoa e para verificar se há ou não indicação cirúrgica

MODO DE USAR
Os iniciantes devem optar pelas aulas de pilates em estúdio, com aparelhos e orientação de profissional capacitado, preferencialmente com formação em fisioterapia. Os exercícios trabalham vários grupos musculares ao mesmo tempo, com poucas repetições de cada movimento. São enfatizadas a concentração e a respiração correta durante a execução dos exercícios, a consciência corporal e a contração da musculatura abdominal

OPÇÕES DE ATIVIDADES
Alongamentos; reeducação da marcha ou do movimento (técnicas orientadas para reorganizar o alinhamento ósseo e distribuir a força muscular em situações dinâmicas, ou seja, na execução de diferentes movimentos).

FIBROMIALGIA

A fibromialgia é uma desordem ainda pouco compreendida, que causa dor muscular e fadiga. Mas é justamente o cansaço moderado e a estimulação muscular proporcionados por exercícios que ajudam a controlar o distúrbio.

Medicamentos podem ou não ser indicados, mas não há melhora terapêutica sem a prática de atividade física.

De acordo médicos da área, uma das funções do exercício é melhorar a qualidade do sono, fundamental para o controle da fibromialgia. Atividades na água possibilitam a tonificação dos músculos sem excesso de carga, permitindo maior controle da dor. O meio também tem efeito relaxante, benéfico para um distúrbio associado a fatores emocionais.

Hidroginástica

PRECAUÇÕES
A intensidade deve ser programada para que o cansaço não se aproxime da exaustão. O horário para praticar a atividade deve ser programado de acordo com a reação individual à atividade: após o período de adaptação, a prática não deve causar sonolência excessiva durante o dia

MODO DE USAR
Os exercícios de fortalecimento devem trabalhar os diferentes grupos musculares, em séries seguidas, até o corpo sentir um certo cansaço. A temperatura da água deve ser morna, para promover sensação de conforto e, nos intervalos de repouso, auxiliar no relaxamento muscular e diminuir a sensação de dor

OPÇÕES DE ATIVIDADES
Musculação com carga baixa, aulas de danças rítmicas ou de salão.

HIPERTENSÃO

O aumento contínuo da pressão danifica as artérias e traz riscos de problemas como infarto e derrame. A doença afeta 60% da população acima de 65 anos. Entre os fatores de risco, estão hereditariedade, envelhecimento e hábitos de vida.

No tratamento, remédios podem ser necessários, mas mudar a alimentação (especialmente controlar a ingestão de sal) e praticar exercícios é fundamental. As atividades aeróbicos e de força têm efeito direto sobre a normalização da pressão, e esse benefício pode ser estender por até 24 horas. O controle do estresse, que também tem efeito direto sobre a pressão arterial, é outro fator fundamental.

Caminhada ou corrida
+ exercícios isotônicos
+ ioga

PRECAUÇÕES
A atividade só deve ser iniciada após a realização de todos os exames pedidos pelo médico e com sua autorização. A pressão arterial deve ser monitorada constantemente

MODO DE USAR
Sedentários devem começar com um programa de fortalecimento muscular com exercícios isotônicos (contração e relaxamento dos músculos alternadas ritmicamente) três meses antes de iniciar o programa de caminhada.

No início, o trabalho aeróbico (corrida ou caminhada) é intervalado, com breves aumentos de intensidade seguidos de repouso. Conforme melhorar a capacidade de recuperação (tempo necessário para normalizar a frequência cardíaca), o exercício aeróbico passa a ser contínuo (entre 30 e 40 minutos).

Na ioga, a ênfase são os exercícios respiratórios e de focalização (manter a concentração em determinado "objeto", como uma imagem visualizada mentalmente). Essas práticas levam a um estado meditativo, que reduz o estresse, relaxa os músculos periféricos, desacelera os batimentos cardíacos e diminui a pressão arterial.

A atividade aeróbica e a musculação são feitas em dias alternados. A técnica de relaxamento é praticada diariamente

OPÇÕES DE ATIVIDADES
Natação, que combina o trabalho aeróbico com um bom fortalecimento muscular, bicicleta estacionária (para facilitar o controle da frequência cardíaca), relaxamento progressivo (técnica em que os vários grupos musculares são tensionados e relaxados sequencialmente)

OSTEOPENIA
Uma atividade como a dança flamenca, que busca o impacto, contribui para manter e aumentar a massa óssea em casos de osteopenia. Quando a perda [de massa óssea] ainda é pequena, o impacto de bater o pé no chão ajuda a aumentar a densidade óssea. Porém, na osteoporose, com o maior risco de fraturas, esse tipo de atividade pode ser contraindicado.

Nesses casos, indica-se a musculação: Exercícios de resistência muscular, especialmente com sobrecarga, são eficientes para quadros de osteoporose, pois a força muscular exercida sobre os ossos estimula a produção de massa óssea.

Dança flamenca ou musculação

PRECAUÇÕES
A dança flamenca só é indicada em casos de osteopenia (quando a massa óssea é de 10% a 25% menor do que a considerada normal) ou osteoporose em estágios muito iniciais. Quando a osteoporose já está instalada, aumenta o risco de fraturas provocada pelo impacto da atividade nos ossos fragilizados

MODO DE USAR
A prática de dança deve ser muito bem orientada, respeitando os limites individuais. Se surgirem sintomas como dores nas articulações dos pés, joelhos ou quadris, o médico deve ser consultado para avaliar a continuidade ou não da atividade. A musculação pode ser feita em aparelhos ou com pesos livres -nesse caso, é preciso ter controle postural e orientação adequada, já que a realização incorreta e a carga excessiva podem gerar lesões nos músculos e articulações

OPÇÃO DE ATIVIDADE
Caminhada ao ar livre (que combina produção de impacto com exposição à luz solar, importante para ajudar a fixar cálcio nos ossos).